Ana Carolina de Mattos, brasileira, adotou uma cadela que conheceu durante uma expedição ao Nepal e conseguiu transportá-la para o Brasil após um processo de vários meses.
Encontro inesperado no percurso para o Everest
No quarto dia de trilha entre os vilarejos de Namche Bazar e Tengboche, a montanhista encontrou uma cadelinha que se aproximou espontaneamente. Após um breve afago, o animal manteve-se ao lado do grupo e percorreu cerca de 60 quilómetros até ao campo-base do Monte Everest, situado a 5 364 metros de altitude.
Durante o trajeto, a cadela — mais tarde batizada Luna — enfrentou chuva, frio e jornadas de até 12 horas. À noite dormia junto da brasileira, desaparecendo apenas numa ocasião e voltando na manhã seguinte. A chegada ao campo-base confirmou o vínculo criado durante a caminhada.
Processo de adoção e chegada ao Brasil
Após concluir a expedição, Ana Carolina regressou ao Brasil sem poder levar o animal de imediato. Meses depois, recebeu informação de que Luna havia sido localizada no Nepal. A brasileira iniciou então os trâmites para a adoção internacional, incluindo vacinas, documentação e transporte de Katmandu até São Paulo.

Imagem: meio de textos jornalísticos via canaldopet.ig.com.br
O processo envolveu vários dias de logística e cumprimento das exigências sanitárias. Finalmente, Luna chegou em segurança ao Brasil, onde passou por um período de adaptação ao novo ambiente.
Vida atual entre São Paulo e Rio de Janeiro
Atualmente, a cadela vive no interior de São Paulo com a família de Ana Carolina, que considera esse ambiente mais adequado do que o apartamento da tutora no Rio de Janeiro. Segundo a montanhista, Luna tornou-se dócil e obediente, acompanhando a família em passeios e visitas ocasionais à capital fluminense.