Cerca de 15 araras-canindé foram filmadas a comer espigas de milho numa propriedade rural próxima de Campo Grande, no estado brasileiro de Mato Grosso do Sul. O vídeo, captado em julho e partilhado no Instagram, já ultrapassou 151 mil visualizações e soma mais de 10 mil gostos.
As imagens mostram as aves empoleiradas numa vedação de arame, alinhadas lado a lado, enquanto seguram as espigas com uma pata e retiram os grãos com o bico. A tranquilidade do grupo e a raridade de um número tão elevado de exemplares juntos despertaram a curiosidade dos habitantes locais e dos utilizadores da plataforma.
O perfil que divulgou a gravação recebeu centenas de comentários, muitos a elogiar a “fofura” do momento. Vários internautas manifestaram desejo de assistir à cena ao vivo, enquanto outros ironizaram o apetite das araras pelo cereal.
Impacto nas lavouras e medidas de controlo
Apesar do encanto gerado online, a presença frequente destes psitacídeos pode representar prejuízos para os agricultores. Durante a fase de grão mole, o milho torna-se mais vulnerável, e ataques sucessivos comprometem o rendimento da colheita.
Imagem: telenovelas via canaldopet.ig.com.br
Para reduzir perdas, produtores recorrem a estratégias como espantalhos sonoros, fitas refletoras e plantio escalonado, que distribui o período de maturação do milho e diminui a concentração de alimento disponível num único momento. Estas ações procuram afastar as aves sem lhes causar danos, equilibrando a preservação da espécie com a proteção da produção.
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