Neste sábado, 4 de outubro, assinala-se o Dia Mundial dos Animais. Testemunhos de tutores mostram como a adoção de cães e gatos resgatados impacta tanto o destino dos animais como a rotina, a saúde e até a trajetória profissional de quem os acolhe.
Histórias de mudança pessoal e profissional
A designer Elis dos Anjos Sousa vive hoje com oito animais adotados. Segundo relata, a presença dos pets redefiniu o seu percurso laboral: transformou o estúdio de design num modelo remoto, criou uma licença parental para colaboradores que adotem animais e reorganiza a agenda consoante o estado clínico de Magy, cadela diagnosticada com tumor hepático com metástases.
Para a publicitária Ana Beatriz Cruz, a adoção da cadela Nala, encontrada ainda filhote, representou uma «revolução» quotidiana. A ligação com o animal levou-a a rever prioridades e a encarar humanos e não humanos como seres igualmente capazes de sentir, afirma.
Benefícios comprovados e responsabilidades inerentes
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) indicam que a convivência com pets aumenta a autoestima, reduz o stress, facilita a interação social e pode contribuir para a saúde cardiovascular dos tutores.
Apesar dos ganhos, a veterinária Mayara Andrade, da Guabi Natural (BRF Pet), sublinha que a decisão deve ser ponderada. A World Small Animal Veterinary Association (WSAVA) estabelece cinco requisitos de bem-estar: ambiente adequado, dieta apropriada, possibilidade de convivência ou isolamento consoante o perfil da espécie, oportunidade de expressar comportamentos naturais e proteção contra dor, trauma ou doença.
Imagem: meio de textos jornalísticos via canaldopet.ig.com.br
Para ajudar potenciais tutores a avaliar a preparação para o compromisso, a plataforma “Um pet é pra sempre” disponibiliza um questionário online. A ferramenta aborda custos, tempo disponível e capacidade de adaptação da casa e da rotina.
Planeamento antes de abrir a porta
Especialistas recomendam pesquisa antecipada sobre alimentação, cuidados veterinários, tempo de socialização e espaço físico. Animais resgatados podem precisar de um período maior para confiar nos novos tutores, pelo que paciência e consistência são considerados aspetos essenciais.
Ao adotar, lembra Elis dos Anjos Sousa, “a luz que se acende ilumina primeiro quem escolhe acolher”. Porém, essa escolha implica responsabilidade diária para garantir qualidade de vida ao novo membro da família.
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