- O que significa pássaros autorizados no Brasil
- Pássaros que não precisam de autorização prévia
- Tabela comparativa: pássaros domésticos sem registro
- Pássaros silvestres que exigem autorização especial
- Gráfico: popularidade das espécies autorizadas
- Como obter autorização para criar pássaros silvestres
- Diferenças entre criação comercial e amadorista
- Cuidados essenciais para pássaros autorizados
- Tabela: necessidades básicas por espécie
- Principais problemas de saúde em pássaros
- Veterinários especializados em aves
- Legislação e penalidades
- Reprodução em cativeiro
Você já parou para observar o canto de um pássaro pela manhã? Aquele som melodioso traz uma sensação de paz e conexão com a natureza que poucos animais conseguem proporcionar. Muitas pessoas sonham em ter um pássaro em casa, mas surge uma preocupação importante: será que posso criar essa ave legalmente? Quais espécies o governo brasileiro permite? Essa dúvida movimenta milhares de brasileiros que buscam ter um companheiro alado sem problemas com a lei.
Este artigo vai mostrar exatamente quais pássaros você pode criar em casa de acordo com as normas brasileiras. Vamos apresentar as espécies autorizadas, como conseguir a documentação necessária, os cuidados essenciais para o bem-estar das aves e como evitar multas ou problemas legais. Você vai entender de forma simples e clara tudo sobre a lista de pássaros autorizados pelo ibama, desde os que não precisam de registro até aqueles que exigem licença especial.
O que significa pássaros autorizados no Brasil
Quando falamos sobre lista de pássaros autorizados pelo ibama, precisamos entender que existe uma diferença importante entre as aves. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) separa os pássaros em três grupos principais: aves domésticas exóticas, aves silvestres brasileiras com autorização especial e aves proibidas.
As aves domésticas exóticas são aquelas que não fazem parte da fauna brasileira original. Elas vieram de outros países e foram introduzidas no Brasil ao longo dos anos. Essas espécies podem viver em casas sem precisar de autorização prévia do IBAMA porque não representam risco ao equilíbrio natural do nosso ecossistema.
Já as aves silvestres brasileiras são aquelas que nasceram no Brasil e fazem parte da nossa biodiversidade natural. Para criar essas espécies, você precisa de uma licença especial chamada SISPASS (Sistema de Passeriformes). Essa autorização garante que a criação aconteça de forma controlada, protegendo as populações naturais desses animais.
Pássaros que não precisam de autorização prévia
A lista de pássaros autorizados pelo ibama sem necessidade de registro prévio inclui várias espécies populares e queridas pelos brasileiros. Essas aves podem ser adquiridas diretamente em lojas especializadas ou criadores cadastrados, sem a necessidade de solicitar licença antes da compra.
Canário belga (Serinus canarius)

O canário belga representa uma das escolhas mais tradicionais entre os brasileiros. Esse pássaro encanta pelo canto melodioso e pela facilidade de adaptação a diferentes ambientes. A ave aceita bem tanto gaiolas dentro de casa quanto aviários ao ar livre. O canário resiste a variações de temperatura, não exige atenção constante e vive satisfeito mesmo sem muitos brinquedos ou interação.
O canário macho costuma cantar mais que a fêmea, especialmente durante a época de reprodução. Você pode encontrar canários em diversas cores: amarelo, branco, laranja e até com combinações de cores. A alimentação básica inclui mistura de sementes própria para canários, verduras frescas como almeirão e chicória, e frutas ocasionalmente.
Periquito australiano (Melanoposittacus undulatus)

O periquito australiano conquista adultos e crianças pela personalidade brincalhona e pela capacidade surpreendente de imitar sons e palavras. Essa ave pequena e colorida forma laços fortes com seus tutores quando criada desde filhote. Os periquitos vivem melhor em pares ou grupos pequenos porque são animais sociais por natureza.
A plumagem do periquito varia entre verde, azul, amarelo e branco, com marcações características na cabeça e nas asas. A espécie aceita bem o adestramento básico e pode aprender truques simples. O periquito precisa de uma gaiola espaçosa com poleiros de diferentes espessuras e brinquedos para estimular a mente ativa.
Calopsita (Nymphicus hollandicus)

A calopsita se destaca como companheira ideal para quem mora sozinho ou busca uma ave dócil e carinhosa. Essa espécie australiana apresenta comportamento calmo, raramente bica e reconhece bem as pessoas da casa. A calopsita manifesta afeto através de assobios, movimentos da crista e aproximação do tutor.
Quando jovem, a calopsita aceita facilmente o processo de domesticação. O pássaro aprende a subir no dedo, a sair da gaiola para voar pela casa e a voltar quando chamado. A calopsita macho costuma assobiar melodias repetidas, enquanto a fêmea produz sons mais suaves e discretos. A alimentação deve incluir ração específica para calopsitas, sementes variadas, verduras e frutas frescas diariamente.
Diamante de gould (Chloebia gouldiae)

O diamante de gould impressiona pela beleza exuberante das cores. Esse pequeno pássaro australiano exibe até sete cores diferentes na plumagem: verde, amarelo, roxo, azul, vermelho, laranja e preto. A combinação dessas cores cria um visual único que transforma qualquer ambiente.
Essa espécie prefere viver em pares ou grupos pequenos e não aprecia muita manipulação humana. O diamante de gould adapta-se bem a gaiolas ou viveiros espaçosos com outros pássaros pacíficos. A reprodução acontece com facilidade quando o casal recebe alimentação adequada e ninho apropriado.
Diamante mandarim (Taeniopygia guttata)

O diamante mandarim representa uma escolha excelente para iniciantes na criação de pássaros. Essa ave pequena e resistente adapta-se facilmente a diferentes condições e raramente apresenta problemas de saúde. O mandarim vive bem em gaiolas pequenas, aceita alimentação simples e reproduz com facilidade.
A espécie apresenta dimorfismo sexual visível: o macho tem bochechas laranjas características e listras no peito, enquanto a fêmea mostra cores mais discretas. Os mandarins formam casais fiéis e dividem as tarefas de choco dos ovos e alimentação dos filhotes.
Manon (Lonchura striata)

O manon encanta pela personalidade sociável e pelo tamanho compacto. Esse pássaro asiático vive melhor em grupos e mantém uma convivência pacífica com outras espécies pequenas. O manon produz sons suaves que não incomodam os vizinhos, tornando-se perfeito para apartamentos.
A plumagem marrom com listras mais escuras dá ao manon uma aparência discreta mas elegante. A espécie aceita bem a reprodução em cativeiro e frequentemente serve como ama-seca para outras espécies de pássaros que apresentam dificuldade em criar os próprios filhotes.
Rolinha diamante (Geopelia cuneata)

A rolinha diamante traz elegância e delicadeza para qualquer viveiro. Essa pequena pomba australiana apresenta comportamento tranquilo e convive harmoniosamente com outros pássaros. A rolinha passa a maior parte do tempo no chão, procurando sementes e grãos.
A plumagem acinzentada com pintas brancas que lembram diamantes dá origem ao nome popular. A rolinha diamante reproduz facilmente quando recebe um ninho baixo e alimentação variada. O casal constrói um ninho simples e reveza o choco de dois ovos brancos.
Tabela comparativa: pássaros domésticos sem registro
| Espécie | Facilidade de cuidado | Canto | Interação com humanos | Ideal para |
|---|---|---|---|---|
| Canário belga | Alta | Melodioso forte | Baixa | Apreciadores de canto |
| Periquito australiano | Alta | Imitação de sons | Alta | Famílias com crianças |
| Calopsita | Média | Assobios melodiosos | Muito alta | Companhia individual |
| Diamante de gould | Média | Suave | Baixa | Observação estética |
| Diamante mandarim | Muito alta | Discreto | Baixa | Iniciantes |
| Manon | Alta | Muito suave | Baixa | Viveiros coletivos |
| Rolinha diamante | Alta | Arrulho suave | Baixa | Viveiros amplos |
Pássaros silvestres que exigem autorização especial
A lista de pássaros autorizados pelo ibama para criação amadora inclui também espécies da fauna brasileira que precisam de registro no sistema SISPASS. Essas aves pertencem à ordem Passeriformes e representam algumas das espécies mais apreciadas pelos brasileiros pelo canto excepcional.
Canário-da-terra (Sicalis flaveola)
O canário-da-terra conquistou o coração dos brasileiros há gerações pelo canto vibrante e pela conexão com a cultura nacional. Essa ave amarela brilhante produz um canto forte e variado que pode durar vários minutos sem interrupção. A criação legal do canário-da-terra exige autorização do órgão ambiental estadual.
A espécie enfrenta sérios problemas de conservação devido à captura ilegal da natureza. Por isso, os órgãos ambientais controlam rigorosamente a criação através do registro de todos os exemplares nascidos em cativeiro. Cada ave recebe uma anilha fechada e numerada que identifica a ave durante toda a vida.
Curió (Sporophila angolensis)
O curió representa uma das espécies mais valorizadas entre os criadores brasileiros. O macho adulto apresenta plumagem preta brilhante com barriga branca e produz um dos cantos mais admirados da fauna brasileira. A fêmea mostra cores discretas em tons de marrom.
A criação do curió demanda experiência e conhecimento específico. A espécie necessita de alimentação balanceada, ambiente adequado e manejo cuidadoso durante a reprodução. O curió participa tradicionalmente de torneios de canto organizados por associações de criadores autorizadas.
Trinca-ferro (Saltator similis)
O trinca-ferro emite um canto potente e característico que lembra o som de martelo batendo em metal. Essa ave verde-oliva robusta habita naturalmente as matas brasileiras e adapta-se bem ao cativeiro quando criada corretamente. O macho territorial canta intensamente, especialmente durante o amanhecer.
A alimentação do trinca-ferro inclui frutas variadas, ração específica e ocasionalmente insetos. A espécie aprecia banhos diários e precisa de gaiola espaçosa que permita movimentação adequada. O trinca-ferro forma casais estáveis e pode reproduzir em viveiros bem planejados.
Bicudo (Sporophila maximiliani)
O bicudo carrega o título de ave com um dos cantos mais complexos e melodiosos do Brasil. Essa espécie pequena de plumagem marrom-avermelhada possui um bico forte adaptado para quebrar sementes duras. O repertório de canto do bicudo inclui dezenas de variações que o macho aprende e aprimora ao longo da vida.
A criação do bicudo enfrenta desafios específicos relacionados à alimentação e ao estresse em cativeiro. A espécie sofreu pressão intensa da captura ilegal e atualmente aparece em listas de espécies ameaçadas. A autorização para criar bicudo depende de comprovação de origem legal através de documentação completa.
Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris)
O sabiá-laranjeira representa o símbolo nacional da avifauna brasileira. Essa ave de porte médio e plumagem marrom com barriga alaranjada produz um canto melodioso ao amanhecer e ao entardecer. O sabiá adapta-se bem a diferentes regiões do Brasil e tolera variações climáticas.
A criação do sabiá-laranjeira em cativeiro requer viveiro espaçoso que simule o ambiente natural. A espécie alimenta-se principalmente de frutas variadas, complementadas com ração específica e ocasionalmente proteína animal. O sabiá necessita de espaço para voar e de ambiente tranquilo longe de estresse.
Coleiro (Sporophila caerulescens)
O coleiro encanta pela combinação de canto agradável e plumagem marcante. O macho apresenta uma garganta preta característica que contrasta com o corpo amarelo-esverdeado. A espécie mostra comportamento vivaz e adapta-se relativamente bem ao cativeiro quando recebe cuidados adequados.
A alimentação do coleiro baseia-se em mistura de sementes pequenas, complementada com verduras frescas. O pássaro aprecia ambientes com luz natural e ventilação adequada. O coleiro participa de torneios de canto em várias regiões do Brasil, sempre com exemplares devidamente anilhados e documentados.
Gráfico: popularidade das espécies autorizadas
Canário belga: ████████████████████ 85%
Periquito australiano: ██████████████████ 75%
Calopsita: ███████████████████ 80%
Canário-da-terra: ████████████ 50%
Curió: ██████████ 40%
Trinca-ferro: ████████ 35%
Como obter autorização para criar pássaros silvestres
A obtenção de licença para criar espécies da lista de pássaros autorizados pelo ibama que necessitam de registro segue um processo específico estabelecido pelos órgãos ambientais estaduais. Desde 2011, a competência para autorizar novos criadores passou do IBAMA para as Secretarias Estaduais de Meio Ambiente.
O interessado deve primeiro pesquisar qual órgão ambiental atua em seu estado. Cada unidade federativa possui regras específicas, mas o processo geralmente segue etapas semelhantes. O candidato precisa comprovar idade mínima de 18 anos, apresentar documentos pessoais e preencher formulários disponibilizados pelo órgão.
Cadastro técnico federal (CTF)
O primeiro passo consiste no cadastro no sistema federal que registra todas as atividades relacionadas ao meio ambiente. O CTF funciona como um CPF ambiental e pode ser obtido gratuitamente através do site do IBAMA. O processo de cadastro acontece online e leva poucos minutos para ser concluído.
Após o cadastro no CTF, o interessado recebe um número de registro que será utilizado em todas as interações com os órgãos ambientais. Esse número comprova que a pessoa está regularizada perante o sistema federal de controle ambiental.
Pagamento de taxas
O processo de autorização envolve o pagamento de uma taxa estadual que varia conforme a região. Em 2025, os valores praticados ficam na faixa de R$ 120 a R$ 150, dependendo do estado. Essa taxa cobre os custos administrativos do processo e precisa ser paga antes da vistoria.
O pagamento acontece através de boleto bancário ou sistema eletrônico específico de cada estado. Após a confirmação do pagamento, o processo avança para a próxima etapa. A taxa tem validade anual e precisa ser renovada para manter a autorização ativa.
Vistoria presencial
A vistoria representa uma etapa fundamental do processo de autorização. Um técnico do órgão ambiental agenda uma visita à residência do interessado para avaliar as instalações. O fiscal verifica se as gaiolas ou viveiros atendem aos requisitos mínimos de bem-estar animal.
Os critérios avaliados incluem tamanho adequado das instalações, presença de poleiros, comedouros e bebedouros limpos, ventilação apropriada e proteção contra predadores. O técnico também observa se o local oferece condições de higiene e segurança para as aves.
Documentação e anilhamento
Após a aprovação na vistoria, o criador recebe a autorização oficial e pode adquirir aves legalizadas. Cada pássaro nascido em cativeiro autorizado recebe uma anilha fechada metálica com número único. Essa anilha deve ser colocada no filhote ainda muito jovem e não pode ser removida.
A documentação de cada ave inclui nota fiscal de compra, certificado de origem e registro no sistema SISPASS. O criador tem a obrigação de manter esses documentos atualizados e disponíveis para fiscalização a qualquer momento. A falta de documentação pode resultar em multas e apreensão das aves.
Diferenças entre criação comercial e amadorista
A lista de pássaros autorizados pelo ibama pode ser criada sob diferentes modalidades que atendem a objetivos distintos. A criação amadorista destina-se a pessoas que mantêm pássaros por hobby, sem intenção de comercialização. Já a criação comercial visa a reprodução e venda legal de aves.
O criador amador pode manter uma quantidade limitada de casais e participar de exposições e torneios. Essa modalidade não permite a venda de filhotes, apenas a troca ou doação para outros criadores autorizados. O foco está no prazer de criar e apreciar as aves, não no lucro.
A criação comercial exige estrutura mais robusta e cumprimento de requisitos adicionais. O criador comercial mantém plantel maior, investe em infraestrutura adequada e pode vender filhotes para lojas ou outros criadores. Essa modalidade demanda licenciamento ambiental mais complexo e fiscalização mais rigorosa.
Cuidados essenciais para pássaros autorizados
Independente da espécie escolhida da lista de pássaros autorizados pelo ibama, alguns cuidados básicos garantem a saúde e o bem-estar das aves. A alimentação adequada representa o primeiro pilar de uma criação responsável. Cada espécie possui necessidades nutricionais específicas que devem ser respeitadas.
Alimentação balanceada
A base da alimentação para a maioria dos pássaros inclui misturas de sementes específicas para cada espécie. Essas misturas comerciais já vêm balanceadas com os grãos apropriados. Complementar a dieta com frutas frescas como maçã, banana e mamão fornece vitaminas essenciais.
Verduras de folhas escuras como couve, almeirão e chicória trazem minerais importantes para a saúde das aves. Ofereça esses alimentos frescos diariamente e retire sobras após algumas horas para evitar fermentação. Algumas espécies necessitam de proteína animal ocasional, como larvas de tenébrio ou farinhada com ovo.
A água limpa e fresca deve estar sempre disponível. Troque a água pelo menos duas vezes ao dia, lavando bem o bebedouro. Em dias quentes, observe se a ave está bebendo adequadamente. Sinais de desidratação incluem apatia e penas arrepiadas.
Higiene e limpeza
A manutenção da higiene previne doenças e garante qualidade de vida para os pássaros. Limpe os comedouros e bebedouros diariamente com água e sabão neutro. Enxágue bem para remover resíduos de sabão que podem intoxicar as aves.
O fundo da gaiola precisa de limpeza diária para remoção das fezes. Use papel jornal, areia própria para aves ou outro substrato apropriado. Troque o substrato completamente todos os dias para evitar acúmulo de bactérias e fungos.
A limpeza completa da gaiola deve acontecer semanalmente. Lave todas as grades, poleiros e acessórios com água e sabão. Deixe secar completamente ao sol, que tem ação bactericida natural. Uma vez por mês, desinfete a gaiola com produtos específicos para higienização de instalações para aves.
Ambiente adequado
O local onde você mantém a gaiola influencia diretamente a saúde do pássaro. Escolha um ambiente com luz natural, mas evite sol direto nas horas mais quentes. A ventilação deve ser boa, porém sem correntes de ar que podem causar resfriados.
A temperatura ideal para a maioria das espécies fica entre 18°C e 28°C. Proteja as aves de mudanças bruscas de temperatura e de ambientes muito frios. No inverno, pode ser necessário usar proteção nas laterais da gaiola durante a noite.
Mantenha a gaiola longe da cozinha, onde fumaça e vapores podem prejudicar o sistema respiratório sensível das aves. Evite também locais com produtos de limpeza, perfumes fortes ou cigarros. Esses elementos podem causar intoxicação ou problemas respiratórios graves.
Exercício e enriquecimento
Os pássaros necessitam de estímulo mental e físico para manterem-se saudáveis. Ofereça brinquedos apropriados para cada espécie, como balanços, escadas e espelhos. Varie os brinquedos periodicamente para manter o interesse da ave.
Poleiros de diferentes diâmetros e texturas exercitam as patas e previnem problemas articulares. Use galhos naturais sempre que possível, pois oferecem superfície irregular que fortalece a musculatura dos pés.
Espécies mais interativas como calopsitas e periquitos se beneficiam de tempo fora da gaiola supervisionado. Permita que a ave voe em ambiente seguro, sem janelas abertas, ventiladores ligados ou outros animais por perto. Esse exercício fortalece a musculatura e proporciona bem-estar psicológico.
Tabela: necessidades básicas por espécie
| Espécie | Tamanho mínimo da gaiola | Alimentação principal | Temperatura ideal | Banho |
|---|---|---|---|---|
| Canário | 40x30x30cm | Sementes + verduras | 18-25°C | Diário |
| Periquito | 50x40x40cm | Sementes + frutas | 18-28°C | 3x semana |
| Calopsita | 80x50x50cm | Ração + sementes | 20-28°C | Diário |
| Canário-da-terra | 60x40x40cm | Sementes + frutas | 18-26°C | Diário |
| Curió | 60x30x40cm | Sementes + insetos | 20-26°C | Diário |
| Trinca-ferro | 70x40x50cm | Frutas + ração | 18-28°C | Diário |
Principais problemas de saúde em pássaros
Os pássaros da lista de pássaros autorizados pelo ibama podem desenvolver problemas de saúde quando não recebem cuidados adequados. Reconhecer os sinais precoces de doença permite tratamento rápido e eficaz. A observação diária do comportamento e aparência das aves ajuda a identificar alterações.
Problemas respiratórios
As aves possuem sistema respiratório extremamente sensível. Correntes de ar, mudanças bruscas de temperatura e exposição a fumaças causam facilmente resfriados e infecções respiratórias. Os sinais incluem espirros frequentes, secreção nasal, respiração com bico aberto e penas arrepiadas.
O tratamento deve ser prescrito por veterinário especializado em aves. Antibióticos específicos combatem infecções bacterianas, enquanto suporte térmico e alimentação reforçada ajudam na recuperação. Nunca medique um pássaro sem orientação profissional.
Problemas digestivos
Diarreia, vômitos e falta de apetite indicam problemas no sistema digestivo. Esses sintomas podem resultar de alimentação inadequada, água contaminada ou infecções. Observe a consistência e cor das fezes diariamente para detectar alterações.
A prevenção acontece através de higiene rigorosa dos utensílios e oferta de alimentos frescos e de qualidade. Evite dar sobras de comida humana ou alimentos processados para as aves. Mantenha a alimentação simples e apropriada para cada espécie.
Parasitas externos
Ácaros e piolhos atacam frequentemente pássaros mantidos em cativeiro. Esses parasitas causam coceira intensa, perda de penas e anemia em casos graves. A ave infestada mostra-se inquieta, coça-se constantemente e pode apresentar áreas sem penas.
O tratamento envolve aplicação de produtos antiparasitários específicos para aves e limpeza profunda de toda a gaiola. Descarte todo o material de forração e lave completamente todos os acessórios. O veterinário pode recomendar tratamento preventivo periódico.
Veterinários especializados em aves
A lista de pássaros autorizados pelo ibama demanda acompanhamento de profissionais qualificados. Veterinários especializados em aves possuem conhecimento específico sobre a anatomia, fisiologia e doenças que afetam essas espécies. Procure um profissional antes mesmo de adquirir seu pássaro.
O veterinário realiza check-ups periódicos que identificam problemas de saúde precocemente. Durante a consulta, o profissional examina a condição corporal, ausculta o coração e pulmões, verifica o bico e unhas, e avalia o estado geral de saúde.
Mantenha um relacionamento de confiança com seu veterinário de aves. Leve seu pássaro para consultas de rotina pelo menos uma vez por ano, mesmo que não apresente sinais de doença. Essa prática preventiva aumenta significativamente a longevidade e qualidade de vida das aves.
Legislação e penalidades
A criação de pássaros no Brasil segue legislação ambiental rigorosa que visa proteger a biodiversidade nacional. Conhecer as leis evita problemas legais e contribui para a conservação das espécies. A Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) estabelece penalidades para quem mantém animais silvestres sem autorização.
Multas e sanções
Manter pássaros sem a devida autorização configura crime ambiental sujeito a multa e até prisão. Os valores das multas variam conforme a espécie e podem chegar a milhares de reais por ave. Espécies ameaçadas de extinção recebem multas ainda mais severas.
A fiscalização acontece por denúncias ou durante operações de rotina dos órgãos ambientais. Fiscais podem entrar em residências mediante ordem judicial quando há suspeita de criação ilegal. As aves apreendidas são encaminhadas para centros de triagem e o criador responde processo administrativo e criminal.
Tráfico de animais silvestres
O Brasil ocupa triste posição entre os países com maior tráfico de animais silvestres do mundo. Milhões de aves são capturadas ilegalmente na natureza todos os anos para abastecer o comércio clandestino. Essa prática dizima populações naturais e causa sofrimento imenso aos animais.
Comprar pássaros sem documentação alimenta essa cadeia criminosa. Cada ave adquirida ilegalmente incentiva a captura de dezenas de outras na natureza. A maioria dos pássaros capturados morre durante o transporte ou nos primeiros meses de cativeiro devido ao estresse e maus-tratos.
Escolha sempre adquirir aves de criadores autorizados que fornecem nota fiscal e documentação completa. Essa atitude protege você de problemas legais e contribui para a conservação das espécies brasileiras.
Reprodução em cativeiro
A reprodução de pássaros da lista de pássaros autorizados pelo ibama requer conhecimento específico e planejamento adequado. Cada espécie possui comportamento reprodutivo particular que deve ser respeitado. O sucesso na reprodução depende de vários fatores interligados.
Preparação dos reprodutores
O casal reprodutor deve estar em perfeita saúde e com idade adequada para reprodução. Aves muito jovens ou muito velhas apresentam menores taxas de sucesso reprodutivo. A alimentação precisa ser reforçada semanas antes do período de reprodução.
Ofereça suplementos vitamínicos e aumente a quantidade de proteína na dieta. Farinhadas com ovo cozido, larvas de tenébrio e outros alimentos proteicos preparam as aves para o desgaste da reprodução. A fêmea especialmente necessita de cálcio extra para formação dos ovos.
Ninho apropriado
Cada espécie utiliza tipo específico de ninho. Canários preferem ninhos tipo taça feitos de corda ou sisal. Periquitos e calopsitas utilizam caixas fechadas com entrada lateral. Pesquise as necessidades específicas da espécie que você deseja reproduzir.
Coloque material de ninho disponível para os pássaros. Fios de sisal, capim seco, penas e pedaços de tecido permitem que o casal construa ou forre o ninho. Mantenha a gaiola em local tranquilo, sem movimentação excessiva ou barulhos fortes.
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