Um elefante-marinho juvenil, proveniente da Patagónia, tem alternado entre várias praias de Niterói desde sábado, 26 de agosto, atraindo a atenção de moradores e das autoridades ambientais.
Monitorização contínua
O mamífero, com peso estimado até quatro toneladas, foi avistado inicialmente em Piratininga, deslocou-se depois para a Baía de Guanabara e estabeleceu-se na Praia de São Francisco. Especialistas do Laboratório de Mamíferos Aquáticos da UERJ e da organização Econservation acompanham o estado do animal, que se encontra saudável mas visivelmente exausto.
Segundo o biólogo Rafael Carvalho, a presença de juvenis desta espécie no sudeste brasileiro é comum no inverno, quando alguns indivíduos se afastam das colónias em busca de alimento ou repouso.
Intervenção mínima
Na manhã de terça-feira, 29 de agosto, a Guarda Ambiental precisou remover temporariamente uma ecobarreira no Canal de São Francisco depois de o elefante-marinho ter ficado retido atrás da estrutura. A operação ocorreu sem sedação nem contacto direto, obedecendo à orientação de “interferência mínima”.
Agentes municipais mantêm cones e fitas de segurança à volta do animal sempre que este repousa em terra, de forma a impedir aproximações perigosas. A população é aconselhada a não tocar, alimentar nem tentar devolver o mamífero ao mar; qualquer avistamento deve ser comunicado através do número 153.

Imagem: canaldopet.ig.com.br
Outros visitantes de inverno
O mesmo período do ano tem trazido pinguins às praias da cidade. As autoridades reiteram que colocar estes animais em gelo ou caixas pode ser fatal. O procedimento recomendado é acionar a Guarda Ambiental e aguardar orientação especializada.
O município prossegue a vigilância, procurando garantir que o elefante-marinho recupere energias e retome o percurso natural sem perturbações humanas.