O conselheiro federal suíço Guy Parmelin anunciou esta quarta-feira, dia 5, que a Suíça passará a financiar o Fundo Amazónia. A primeira transferência deverá ocorrer «nas próximas semanas», sem valores divulgados. O compromisso foi revelado ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, no Fórum Brasil-Suíça de Investimentos e Inovação em Infra-estrutura e Sustentabilidade, na sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.
Nova fonte de recursos para a preservação
Criado em 2008, o Fondo Amazónia recebe, sobretudo, contribuições da Noruega e da Alemanha. Os repasses foram suspensos em 2019 e retomados recentemente. Além da Suíça, Estados Unidos e Reino Unido já confirmaram futuras doações. Alckmin agradeceu o apoio, sublinhando o empenho do governo no desenvolvimento sustentável e no combate ao desmatamento ilegal, que inclui a presença das Forças Armadas na região para retirar garimpeiros e ocupações irregulares.
Prioridade à transição energética
Durante o evento, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, indicou que o executivo lançará em julho um plano de desenvolvimento centrado na transição energética. Segundo o ministro, os desafios ambientais do país abrem oportunidades de investimento e de parcerias internacionais.
Acordo Mercosul-EFTA em pauta
Parmelin e Alckmin destacaram ainda o acordo comercial entre o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), da qual a Suíça faz parte. Negociado desde 2017 e concluído tecnicamente em 2019, o tratado aguarda solução de pendências para entrar em vigor. De acordo com dados oficiais, o intercâmbio anual entre o bloco sul-americano e os países da EFTA ronda os 7 mil milhões de dólares.